
POEMA 2004
Data 14/05/2007 13:26:10 | Tópico: Poemas -> Amor
| Ô amante! Venga saludar por mí, tus amores.
Bela, porém pálida aparição de meus sonhos, Teu beijo enternece minh’ alma E grita em meu sangue aos sete mares de teu amor, Porém me matará na cama.
Minhas mãos - brisa que acarecia tuas curvas, Desedentando por elas, minha ânsia - Uma chama que queima em meus quentes países. Minha boca, que parte a ti, o devasso beijo que nos consomem.
Que a alma cante e seu alvoroço Desperte o sumo palpitar de meus sentidos! E se estremeça e contorça todas as outras vistas, E que envolves a viril masculinidade. Túrgidos, os membros ao que nos envolvemos. Vozes silenciosas e insinuantes Entregues a nós, a fim de nos arquitetar. Ao qual estou preso por vontade Ô neste véu do silente que me acolhe Como inspiração a constante saudade. Última alma que acharei consolo A meus tormentos.
Que entre os pólos quentes de teu corpo Jaz-se um germinante prazer, Quando se apagam as velas de nosso ser. O corpo enlanguescido, o sangue fervendo – um torpor, O coração a disparar... as mentes vesgas!
Que entre a vida e a morte, Parta-se, impregnando os sinais do corpo, Jorrando-se pelos sentidos. Que devolvas e biparta o ser em dois. E que me entregues o silencio ou a razão, Ou a renúncia e o perdão.
Ou que da culpa, minha ou tua Resta o ultimo fulgor Fulminante e sublime deste amor, Ô amante! Que meu corpo transporte, exatamente, Tua essência e nos traga a mãos, a exótica alma Que entorpece em todas a noites! Ô cativado amante!
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