
Claire De Lune
Data 18/03/2009 14:54:39 | Tópico: Textos
| Dilacero a parvoíce dos dias santos sem interferir no teu interior com arremesso de mãos em vómitos de assustar, o vazio meio dependente de passos de silêncio, inconstantes frios, arrepiados, melancólicos porque já não sabem o caminho de casa sem suspirar entre dentes, o sono incompleto, prisão do olhar que retém A luz que acendes para ver as malas feitas por acaso ao iniciar viagens que acabam ao anoitecer nas salas com chão de pedra e sulcos fininhos onde não cabe uma mão imaginária.
As folhas das árvores quentes no meio da serra, os licores temperados por fios de sal colocados a preceito numa demorada fila de cristais devidamente ordenados por peso, tamanho e cor sobre a areia iluminada para nada, desnecessária.
Corpos nus, arrepios a escorrer pela pele atraídos pela gravidade seguidos pelo olhar colorido, formando imagens para guardar em molduras de prata derretida gota a gota com reflexos retirados do oceano enquanto amacia a Lua sem saber como se faz nas noites que acabam antes de chegar a Primavera.
Por isso não parto sem me esquecer do frio exangue mal oxigenado de provar a vida. Pássaro sem ter onde pousar que faz voos rasantes para imitar o sopro da vida dentro da imaginação. Claude Debussy
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