
««Grito««
Data 16/03/2009 22:23:22 | Tópico: Poemas -> Reflexão
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Grita no silencio Palavras de quase nada Mentira Palavras de quase tudo Em grito mudo
Gritos Que o dia desconhece
Grita na debilidade Uma dor que arrepia De uma vida que padece Tanta dor e desamor De uma alma que asfixia
No medo De alguém que atrofia
Grita no silêncio Da noite escura tão fria Responde-lhe o eco Da solidão na amargura Só pode ser loucura
Uma réstia de esperança Que se recusa a ir
Por fim Grita no descampado De uma esperança retalhada Que ao romper da alvorada Abra as asas, e se afoite
Quando de novo se fez noite Fechou os olhos ao mundo
No novo dia que raiou Abriu os olhos e viu Que por fim se afoitou À coragem se abraçou Pelos seus pés, se afastou
Antónia Ruivo
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