
Morte
Data 13/05/2007 13:10:11 | Tópico: Poemas -> Amor
| Espero que me ouças ainda amor, ficou tanto por dizer, a Senhora Morte te levou e as palavras ficaram presas na garganta que ainda dói... Letras... qual espadas, por entre as labaredas deste inverno pelas longas noites animadas que nos tornaram guardiões do inferno. E dói assim não ter-te a aquecer-me e ver que se detêm as palavras que nunca foram ditas, e esta vontade louca de as dizer sufoca-me as palavras interditas. Olhos meus que fitam os teus, que transformam o mar de amarguras, o espaço descrito nos céus paixões lindas e puras, pudera eu ter-te só uma noite e dizer-te as palavras que não disse, quisera eu que a Morte te trouxesse para reter-me nas sombras do meu olhar, e se te olhasse uma última vez quisera nas tuas lágrimas afogar as mágoas que ainda sinto! Chora... traz-me o teu pranto abraça a minha tristeza assim como me envolves em teu manto na loucura da tua beleza, e sinto-te imortal nesta lembrança, a morte nunca levará o que te guardo em mim, e resta-me adormecer a vida com a esperança viva de que a morte nunca será um fim! Eterno sentimento que nos eleva entre paisagens que nos contornam é tudo o que daqui se leva a lembrança daqueles que por nós tombam.
Escrito a quatro mãos como uma música clássica tocada ao piano diria ele... as minhas duas mãos e as duas mãos de alemtagus...
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