
CANTO COTIDIANO
Data 11/03/2009 20:41:13 | Tópico: Poemas -> Amor
| Que beleza Eu aqui sentado frente a natureza
Que tristeza Se eu pudesse cantar o sorriso da alegria
Que frieza Existe nos momentos quando eu sofro
Que maldade Estampada nas pessoas que se matam
Essa vida é uma graça, sempre foi assim A menina passa, a esperança chega e o dia vem Mas prá que a vida, se um dia será o final Mas prá que a sorte, se a morte é o limite fatal
Olha o homem buscando quebrar essa condição Atirado ao chão de copo vazio De cara na lama, vivendo esse parco drama Em plena praça entrega o corpo de graça pagã
Que maldade Esse homem entregue aos homens sem caridade
Que verdade Vai morrer nessa boca sem vaidade
Que mudança Há no peito do homem em desconfiança
Que esperança manter a razão essa longa espera
Ah! Se não fosse a força do desejo Na certeza desses passos, olhando pro céu Todo amor teria se acabado e por final Só restaria a saudade nos homens de agora
Que beleza – Se o tiro morresse! Que ternura – Se o amor sobrevivesse! Que maldade – Se todo o riso secasse! Que saudade – Se o passado acabasse!
|
|