
HOJE SOU…
Data 11/03/2009 18:33:10 | Tópico: Poemas -> Droga
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Pedaço, de alguma coisa, àquilo que fui um dia, apesar de tudo, ladrão, prostituto, adicto, até ao mais fundo, que qualquer ser humano, pode suportar, sempre um sorriso mantive, deixando que falasse bem alto este meu coração, que pelas desgraças, rancor não guardou mas amor, por quem um dia se perdeu, carecendo de minha atenção e demais afecto.
Tudo perdi, de maldito vício, ah, mas meu carácter, minhas ideias e ideais, o amor (sim… todo aquele que em meu peito, teimando bate), sequer alguém, um dia que fosse, ousou roubar-me.
Nunca precisei de fingir, ao que não era, a todos igual, sem descriminação nem uma única dúvida. Porque o caminho, por mim cedo escolhido, jamais teve interferência externa:
somente tentei abrir as portas da percepção, e, ver, até onde, chegar podia, ultrapassando todos os limites, dos possíveis e dos impossíveis.
Perdido algures no deserto, como cão sem osso, em alucinações lamentei, as desventuras dos imensos jovens, que todos os dias, estendendo-me as mãos, falso paraíso, julgando, levavam, para os seus antros da morte.
A minha morte sempre esteve ali, e, quando o enfraquecimento se apoderou de mim, seu rosto enfrentando, escarneci de sua própria face, pois o meu bem mais precioso, não o teve:
o amor, que me levou a sobreviver-me… ontem como hoje!
Jorge Humberto 11/03/09
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