
labirinto pessoal
Data 02/03/2009 02:05:01 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Há momentos que me pego triste Olhando para frente, perdido, desiludido. Nesses momentos quero agarrar-me às fissuras De um poço sem fundo que me traga à escuridão.
Escuridão essa figurada neste pedaço de vida, Mas tão real quanto às lagrimas que não caem pelo meu rosto. Tão reais quanto à imagem que criam de mim Tão perfeitas quanto o espelho que toca a minha alma.
A escuridão chega, com a noite, ou o fundo do poço Não há luzes, não há verdades. Caiu mesmo uma lágrima? “Sou tão forte”. Não há verdades. Estou sozinho no mundo e não preciso de ninguém.
Lágrimas riscam, gota a gota, minha alma desesperançada Esperando, na maioria das vezes em vão, a mão socorrista. Não há verdades absolutas. Não há solidão tão solitária Estou trancafiado, perdido em mim, dentro deste meu labirinto pessoal
As vezes vejo um lampejo de felicidade Corro até ficar sem fôlego ao encontro dessa alegria Mas não chega. Não há. Só há dor. Só a dissabor. Qual o caminho da paz eterna, morte?
Olho para dentro de mim. Não vejo nada. Vazio. Vejo um brilho refletido. Tento alcançá-lo, mas está tão longe Onde estais agora? Não te alcanço. Desespero-me. Me pego triste.
Olhando pra frente, perdido...
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