
DE VOLTA À INQUISIÇÃO
Data 27/02/2009 18:29:28 | Tópico: Poemas -> Desilusão
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Uma nova Inquisição, entre os próprios poetas, se levanta.
Ficando bem explícito, que os cobiçosos, não toleram, aqueles, que, por seu trabalho, dom e dedicação, venham a ser lidos, quiçá, mais do que eles, conhecedores das regras, de poesia.
Pura e simplesmente, porque lhes falta, sentimento, visão, fantasia, pensamento, e, acima de tudo, de uma genuína inspiração.
Para que ninguém, possa, até naturalmente, vir a pensar, que tudo isto, são só lamentos, de alguém, julgando-se perseguido, a modos de esclarecimento, para com aqueles, que honra me trazem, ao ler meus textos, mais lhes afirmo, dizendo-lhes, que, a Inquisição (esse monstro), caiu sobre mim:
excluindo-me de sítios, com respostas vergonhosas, ou, deixando, de me ler, do oitenta para o oito.
Nada sou e a nada aspiro, do que ser eu mesmo, em tudo que faça, para agrado, de meus amigos e leitores.
Deslizam estrelas, para lá de minha janela. Corre o rio, para onde a vontade lhe leva. E a natureza, manifesta-se, a cada gesto nosso.
O passado, como aprendizado, deu-me o presente, para que o possa viver, de forma espontânea, embora reflectindo, a cada passo meu, o que, no futuro, melhor possa, vir a realizar.
Quem diz que tem, tem nada. Quem diz que dá, é escravo, de si.
E passa a vida a olhar para trás, com desgosto, de si próprio.
Jorge Humberto 26/02/09
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