
QUEM AMA NÃO ESQUECE
Data 26/02/2009 18:17:57 | Tópico: Poemas -> Amor
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Hoje, enquanto lá fora brilha intensa a lua, e, as águas do Tejo, parecem feitas de prata, levando, no seu dorso, os últimos barcos de pesca, de volta a suas casas, ao olhar as estrelas, que, mais se parecem, com milhares de grãozinhos de areia, por sobre o manto do céu, vem-me à lembrança, teu rosto.
Vejo-o sereno, de uma sensibilidade e sensualidade comovente, numa forma muito tua, de ser e de te entregares, à vida. Convenço-me, de que, talvez, em mim, estejas a pensar, guardando-me em silêncio, respeitosamente, enquanto a lonjura, lá vai marcando sua presença, ao fechar as janelas, de meu quarto.
Encerradas as janelas, mantenho, ainda assim, o sonho bem vivo, de que nosso amor, está impregnado, em tudo que existe ou venha a existir. Por isso solidão é qualquer coisa, de inexistente, entre nós dois. E, sucumbindo à flor, do desejo, a espera toma-te para mim, para que, de cuidados, se façam os anelos, que te deixo.
Jorge Humberto 25/02/09
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