
Tu
Data 23/02/2009 12:29:32 | Tópico: Prosas Poéticas
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Cheira-me a sedução; Daquela que lanças contra mim. Justapões o teu olhar ao meu, e Entregas a tua natureza Ao meu humilde e sincero apelo. Derramas palavras que ouço, e Acusticamente, musicas o meu sentimento. Que partitura tão bela, essa, Que lês e me dedicas. Pausadamente, acolho, vivo, A beleza dos teus beijos, quais Ósculos em constante loucura. Pedes que te olhe transitando Para mim o sentido amplo de saber amar.
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Procuro, sem saber porquê, A dimensão oculta da tua presença, Alheio, em parte, ao sofisticado toque Da ponta dos dedos me libertam de pensar. Encontro, agora, o trilho certo Que, demoradamente, quero percorrer Esperando, lado a lado, caminhes também. Acalenta a minha esperança, e Premeia estes versos, que a ti se referem, Soltando sorrisos inequívocos e ternuras tais, Possessas de ti e daquelas manhãs, Da aurora que revi e fotografei Para te dar, apenas e só, Descobrindo a forma sã de me apaixonar.
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Entra devagar, no meu quarto A ler poemas de Pessoa me encontro, mas A mensagem que transmitem, Não a quero sentir contigo. Deixa-me ser duende; mansamente Entrar na floresta dos teus sonhos É intento a que me proponho. Sentir o encantamento de estar perto, num Pronuncio de amor constante em nós. Na floresta, cores várias, traduzem A vivacidade complacente dos olhares Rasgados pela neblina de mais um dia que finda. Queres ficar aqui? Contempla, em telepatia, O meu pensamento e os demais.
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Unidos, entretanto, agora Credibilizo a tua razão. Perco-me pensando, como são puros os teus gestos. De tão finos que são, geram em mim Profundas e desiguais sensações Misturando sem fim o âmago do meu ser. Que bom! Até as pedras da calçada venero Por, a tempos, teres pisado esse chão. A chuva que cai do outro lado, Não dissolve a minha escrita, que Atempadamente, transmite o querer E faz discorrer o meu eu Na constante procura de ti mesma.
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Não chores certezas vãs, que Chegou a hora de te amar. Apoia a tua fraqueza na minha imensidão, E abre portas, sem lamentos, Ao perfume suave da minha pele. Crê no meu chamamento, e Guardo a dádiva da tua presença, Preconizando, a todo o tempo e espaço, O dinamismo de acreditar Nas estrelas cristalinas, Definindo conceitos de transparência No Universo que é amor, onde As verdades mais simples Guardo para mim e canto para a Lua!
Fevereiro de 2003
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