
Quero saber-te, meu amado
Data 09/05/2007 22:01:41 | Tópico: Poemas -> Amor
| Quero saber-te, meu amado, naufragado, desfalecido, ensandecido, nas meninas aquosas azul-prússico, verde-aguado, dos meus olhos tristes.
Quero saber-te contaminado, contagiado, no afago molificado das luas trémulas, dos espaços apagados, das muralhas tombadas em gestos ávidos no reencontro de uma estação onde o rápido comboio passou e não parou.
Neste nó de nós, esfiapado, onde apenas poemas preenchem no ruído de um teclado o silêncio em sonhos incolores de dores, de gritos, de fúrias, de arrebatamentos, de brados, no desencontro de unos caminhos pressentidos.
Quero escutar-te, meu amado!
Não me basta ouvir-te e sentir que em algum lado, em algum lugar, os nossos passos derivados se perpetuam ressonantes em toadas de cacos, em vidros de arestas vivas, aguçadas.
Procuro a estrada. Talvez a tua Talvez a minha Talvez a nossa, de uma comum rua que prevejo seja, amado, o começo de tudo e o fim de nada!
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