
PÓ DO NORTE MEU CANTO
Data 17/02/2009 22:11:42 | Tópico: Poemas -> Amor
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Misturei um pouco de sorte Na poeira vinda viva do Norte Desci de burro, caminhão Meu trote era o medo de não chegar Brisa-morena, palavra dita ternura Abriram meu peito pro vento da manhã...
Sangue rasga pé na estrada Aquele gosto de procura cala na boca Beijava o incerto olho vermelho O aço frio era punhal, punhal do tempo Atravessando meu peito cantador No canto de guerra, canto amor vencedor...
Dava hora do almoço – como pensava Vida assim tem que mudar – chorava Punha o ontem nas costas e partindo Meu canto balançava o universo Mudando estradas pra novo horizonte Manhã-noiteira acorda redondas pedras...
Poeira, brisa seca o tempo Já não tenho mais o norte pela frente Tenho a ordem dos olhos Liberdade-quadro-norte, e vou seguindo Na Lei de lá, cada um sofre sozinho Adiando a morte com grito de canção...
Depois do canto lama trava a vida Chego cedo caminhada, penso perdido E no caminho eu encontro a brisa Companheira da estrada, lá ficando Vou chegando e danço sozinho Vida tem que sofrer para mudar a sorte...
Poeira brisa, canta o almoço Barra do norte canta o dia pra melhor, brilhava Eu de novo na janela poeta pensando... Levando quem veio pra ficar Salve o norte que ficou pra trás Salve o lado de lá, de onde venho Quero ver aqui, como vai ficar...
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