
IMPOSSÍVEL RESGATAR A MORTE
Data 13/02/2009 18:37:35 | Tópico: Poemas -> Introspecção
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Mais uma vez sozinho. Tudo porque me preocupo e de me explicar, não fujo. Até que, palavra por palavra, atinja o objectivo pretendido, alcançando por fim, a acção e reacção.
No entanto, há muito percebi, que terei de viver com o passado, o livro escrito com meu próprio sangue, que não tem desculpa. Pária da sociedade, o respeito, que, porventura, me é devido, feneceu.
E, se acaso, sou cordeiro, espera-me a merecida degola; mas se sou, como que um tigre, de abater, a sangue frio, é meu destino: pois toda a minha intenção é ser perfeitamente livre, ideologicamente.
E sem falsos rodeios, expresso meu firme pensamento, que, modéstia, à parte, nem todos alcançam, e logo sou apelidado de ofensivo, e, de ter segundas pretensões, pondo em causa, meu amor e fidelidade.
Minha paga, de trinta anos, é ser palhaço, e, fazer rir, a todo o instante, quem diz querer-me bem, usando minha identidade supérflua, de outros tempos, para aí me cobrarem, a belo prazer, minha humildade.
Quem me ouve, no mais recôndito de mim, e, de meus silêncios, faz morada e toda a inerente verdade, que sempre esteve a meu lado, saberá necessariamente, que tudo isso, é o meu maior respeito, para com os demais.
Sempre um eterno vagabundo, tudo na minha vida, tem pouca duração. É que não nasci para ser feliz, e, o meu esforço, é tentar sobreviver, a mim mesmo, afastando todos os pesadelos suicidas, com um par de rosas brancas, nas mãos.
Todos os dias morro um pouco mais; e numa vã tentativa, recorro ao teu amor. E bem no alto, do precipício, dou por mim procurando-te. Mais abaixo agiganta-se o mar; ouço-o chamar por mim, clamando meu nome; que às águas, hei-de voltar.
Jorge Humberto 12/02/09
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