
««Alma Lusitana««
Data 24/01/2009 12:59:12 | Tópico: Acrósticos
| Chega-me no vento suão Trovas de uma bela canção Cantam a terra, velhos tempos, outra era
Falam de moiras encantadas Enclausuradas no ventre da serra Nas suas torres engalanadas Esperam por príncipes, que foram prá guerra
Cantigas do vento suão Que chegam da margem raiana Queimam o trigo, o pão Da planície Alentejana
Ás gentes trazem desgraça Perderam a pátria, a raça Nas batalhas vestem a mortalha E desesperam pelas cangalhas
Envoltos em fina mortalha Regressam nos braços da sorte Que os trouxe no vento norte Feitos pó de uma estrada Nunca antes palmilhada
Podes dizer princesa encantada Que foste amada desejada Mas tristemente trocada
Por sonhos de guerreiro errante Que morreu na ponta da espada Por uma pátria, imaginada
Gloriosa , sempre navegando Outros mares, outras paisagens Novas divas, internas miragens A alma Lusitana,
Por castelos de espuma deslizando Sempre recordando, divagando Aqui e ali enraizando
Antónia Ruivo
Imagem tirada do Google
|
|