
São tantas...
Data 16/01/2009 05:41:15 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Poderia implorar ou chorar Poderia calar ou nem me importar Decidir por não, quando tudo em mim grita SIM Trombar com a vida ao seguir com ela.
São tantos poderes sem poder São tantas certezas incertas São tantas verdades mentidas São tantas feridas escondidas...
Tornei-me um para ser dois quem sabe três Multiplicar-me-ia, exponencialmente em sonhos e caminhos Mas dividido, sou primo, deixo resto torno-me meio. Sem meios de existir.
São tantas contas sem resultado São tantas sonhos virando pesadelos São tantas variáveis que me perco São tantas formas que deformo...
No caminho a seguir, existem tantos Eu posso construir, mas para que ou para quem? Sou meio sem meios, força sem energia Posso ser tudo, pois sou sempre fui o nada.
São tantas pontes desabando... São tantas encruzilhadas sem visão... São tantas pedras sem sapatos... São tantos caminhos sem mapa...
Sem a luz do sol a lua não brilharia, é ciência. Sem esperança no futuro não me moveria. Por isso não imploro, só choro Acato, decidido na indecisão me importando.
São tantas portas que não sei escolher... São tantas escolhas que não sei saber... São tantas sabedorias que não sabem nada... São tantas coisas que deveriam ser nada.
Abri-me e não posso fechar Mostro como fazer, mas não faço, por quê? Tornei-me mestre, solitário, sorrindo com a força do seu aluno Com suas tantas tentativas para virar o futuro
São tantas feridas escondidas... São tantas formas que deformo... São tantos caminhos sem mapa... São tantas coisas que deveriam ser nada.
Deixei de ter tempo com tanto tempo Perdi a força com tanta que adquiri martelando o futuro As mãos calejadas não podem mais segurar mais o martelo Sem tempo, com calos, recebo de volta marretadas do passado.
São tantos por quês São tantos como São tantos quem São tantos inícios e fins.
continuaria... mas meu corpo não aguenta... eu quero, mas não posso mais... sou vencido, sempre...
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