
O DIFERENTE É IGUAL
Data 15/01/2009 11:29:06 | Tópico: Poemas
| As minhas mãos são de barro tentam esculpir outras formas de sentir a poesia…
Moldo formas iguais e já não sou capaz de ser diferente a criar formas reais ou imaginárias…
As palavras ou se derretem com o calor imenso da fornalha ou se partem com frio da alma…
Pego nos cacos e fechei-os dentro do armário restam os utensílios desarrumados na angústia e tortura das páginas do livro branco borrado e pisado pelos tempos (nem há formas de medos!)
Já não posso mais… As minhas mãos são de barro os meus sonhos estão partidos e os meus dedos estão quebrados
Só o forno aceso a queimar a mentira de um passado espalhando cinzas pelo fundo na procura de um novo futuro
As paredes da minha oficina olham para mim pasmadas: nem o próprio tempo apagará estas imagens que não criei nem existem - o diferente é sempre igual!
Imagem do Flickr
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