
Véu de Maia
Data 12/01/2009 13:04:29 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| O que é real? E o que é conseqüência? Envolto na luminosidade dos teus trapos Estão cuidadosamente escondidas As lacunas do ser. A luminosidade do dia que cega Ofusca o breu noturno Que indaga aos meus olhos: È real o que se pode ver?
Intangível véu de serenidade, Impalpável véu de segurança. Equilibrando o caos numa balança Que pesa a medida entre o bem e o mal.
Castigo ou herança? Qual o verdadeiro propósito Do afago das sensações?
Até hoje o principal triunfo dela- Maia- É separar-me de você, Fracionar o elo da vida Em pequenas partes independes de si, Que guerreiam incessantemente Para alcançar e sobrepujar o outro. Como fração insignificante do universo. Não nos permite perceber que o bem que lhe faço Faço a minha própria existência.
A “irracionalidade” da natureza Mostra-nos que a peça é parte do todo Assim como o todo é parte da peça Teatral ou mecânica, Visceral ou trivial.
Para transpor-te Vale a velha máxima Se teu olho te faz tropeçar arranca-o.
Baseado no livro "O Mundo como Vontade e Representação" Arthur Schopenhauer.
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