
NEVA LÁ FORA
Data 11/01/2009 18:36:18 | Tópico: Poemas
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Amanhecendo, com aquela brancura típica, após cada nevão, logo as crianças aproveitaram, para jogarem bolas de neve, uns aos outros, num riso tão contagiante como sua própria inocência, de quem vê, pela primeira vez, nevar perto de suas casas.
Enquanto isso, os mais graúdos, não se podendo dar a esses pequenos luxos, puseram mãos ao trabalho, retirando de seus carros, o gelo, onde se havia formado, uma capa intensa, de alva brancura, gelando-lhes as mãos, no contacto com esta.
A manhã, por assim dizer, estava para gente, de sangue quente, pois, que, juntando-se ao frio, um vento arrepiante, subindo-lhes, pelas costas acima, em momento algum, sossego lhes trazia, e, mexer na água fria, nesta altura, era tudo, o que de bem dispensavam.
Entretanto, e, enquanto a manhã, ia avançando, dando lugar, a que o sol, pudesse finalmente despontar no céu, o tempo foi-se tornando mais ameno e suportável, e, aos poucos e poucos, as pessoas foram saindo, de seus lares, para conviverem e beber o seu café.
Claro, que, a palavra de ordem, era a neve, que fazia muitos anos, não caia, em determinadas cidades, por isso as conversas, entre os mais velhos, faziam-se de recordações, quando, em seus tempos, era natural nevar, nos invernos mais rigorosos.
Confesso, que, mesmo em casa, gelei, pena essa foi, que, a neve, não tenha chegado até aqui, possibilitando-me a concretização, de uma poema, pois tudo se baseou em imagens e nesta fértil imaginação, que me acompanha, não sei ainda se para castigo ou glória.
Jorge Humberto 10/01/09
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