
Dionisíaco
Data 08/01/2009 10:11:58 | Tópico: Poemas -> Fantasia
| Miro o artesão da palavra A suar e gastar sonhos e empatia, Esculpindo lentamente e dolorosamente A arte, o verbo, o poema.
Arte, sim Mas cartesiana, Rotulada e enfadonha. Métrica errônea De um mundo sem escala. Tentando tornar real O que foi feito para apenas ser.
Cá estou Livre, Fraco e vassalo da angústia Não aquela que fingiria ter para ser poeta Mas a que deveras sinto Dionisíaco Tomado espontaneamente por algo maior Nem sempre inteligível, Mas sensitivo, Verdadeiro, Mágico.
Não há como descrever o transe A força incondicional Da frase pronta Desnuda.
O eu inconsciente Lutando e surrando, Sangrando e cortando a carne Do consciente coletivo.
Não escrevo poemas Sou escolhido por eles.
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