
Gosto horroroso do ódio
Data 06/01/2009 14:53:51 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| Gosto horroroso do ódio
Queimavam meus olhos, de tantas lágrimas; estremeciam minhas entranhas.
Minha bílis se espalhava pelo meu corpo.
Ante a ruína do filho de meu pai quase morto.
Quando nas ruas da cidade desfaleciam o meu olhar perdido feito menino e as crianças de peito.
A lembrança de meus tormentos é minha infelicidade.
É para mim absinto e a toxina, a pensar nisso sem cessar,minha alma se desfalecia dentro mim buscando a verdade.
Eis, porém, o que vou tomar a peito pra recuperar a esperança.
Esperaram precipitar-me no fosso rolando uma pedra sobre mim, confundiram minhas lembranças.
A cima de mim subia as águas de sua ganância.
E com um nó na garganta e na ânsia da resposta, “estou perdido!” exclamei.
O NOVO POETA. (W.Marques). O NOVO POETA. (W.Marques).
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