
Segunda morte
Data 02/01/2009 15:08:33 | Tópico: Poemas -> Góticos
| Despido de qualquer pudor imploro por uma nova chance, A minha natureza não é tão sádica quanto masoquista, Não conheço outra realidade distante da dor e meu desejo É fruto de tudo que sofro e sinto ao amar tão intensamente.
Heróico ou galante desejo de morte esconde-se No receio de permanecer sozinho após o conhecimento da dádiva, Que necessita de tua presença sagrada e bela O enleio de todos as aspirações dignamente supremas.
Nenhuma outra de pele morena e noturnos encantos, Nenhum outro rosto tão delicado e cálidos gestos Na postura altiva e convidativa a inocência langue de elegia Apreciando a algidez dos campos em agosto.
Meu amor com uma moeda na boca, Lábios que inspiram e provocam tantos sonhos, Junto ao corpo um abraço necessário e distinto carinho, Preciso novamente me sentir completo ou jamais serei abençoado, Sem teus beijos recuso-me a vislumbrar a segunda morte Partindo para a infinitude lamurienta de sua falta.
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