
CRASH 1
Data 01/01/2009 16:43:41 | Tópico: Acrósticos
| CRASH 1 daí à obra da casa um pouco de mim a reviravolta do coração dos quartos tudo começa na cama cega dos animais distintos, daí um beijo de sol a cada parede em cinzas onde gelam as pilhas de livros e se escreve o amor que vai chegar no verão daí em mim um descuido não saberei mais nada antes do estio apenas os moveis afastados da solidão azul e branca daí-me amanhã a crise dos que sabem e dos que choram, as cadeiras de Maciel no ar em carrocel ,os líquidos das velas entre janelas daí a nova prece a proximidade do eixo do mar como o frio de Dezembro na Estremadura S. Martinho do Porto e o sol verde nas ondas. daí-me o salto de uma exposição para a casa serei apenas o burro o animal inteligente que vive comigo, bravo nos seus passos redondos e obedientes com a sombra e a luz daí-me a lua dos teus braços negros e brilhantes. Chegamos á estação de Leiria, o peso das malas Novamente, livros e livros , só nos resta a praia daí-me a saudade da areia – os olhos ficaram brancos o olhar ainda no branco movimento da espuma dos dias traz ovos, colheres, ficou tudo branco á minha volta crash só o nevoeiro é negro nas ciladas como voltar atrás. daí-me o conhecimento, o mapa apenas vos dá caminhos abstractos, canta comigo junto á lareira o trem chegou a fronteira sensível do manual escolar daí-me um lírio branco para passar nos olhos longe vou dormir e voar sobre o mar aflito José Gil
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