
ANO NOVO… NOVO ANO!
Data 31/12/2008 18:50:31 | Tópico: Poemas -> Esperança
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Existe, para mim, uma enorme incoerência, ao celebrar-se, um novo ano, quando nada se aprendeu ou realizou, para o bem de alguém, com o decorrer, do ano transacto. Era como se bastasse, folhear o carcomido calendário, alterando-lhe, o quão de mal, nos privou, para que lhe achássemos, a tal justeza, quando são de esperança as palavras, dos mais acérrimos defensores, de tão castiças festas.
Que assim seja pois e todos saiam à rua, em polvorosa, largando foguetes, e, comendo e bebendo, sem restrições nem limites, dançando à luz da lua, até raiar o sol primeiro, de um novo começo, apenas usando de consciência, ao fazerem-se à estrada.
E atenção, ao sexo seguro! Sim, porque isto, não é nem nunca foi, apenas uma festa, entre famílias, mas de todos, que gostam de participar, deixando seu registo, para mais um ano.
Que, desculpem-me, em nada, vai trazer, de melhorias, para a vida pessoal, de cada um, muito menos, no âmbito global, ou seja, para a resolução, dos muitos problemas, que afectam, diariamente, variadíssimos países e seus povos indígenas.
E que no seu mundo de fantasia, protegidos pelos seus pais, divirtam-se as crianças, até que, por fim, o sono exija seus corpos, cansados de tanto saltar e de gritar.
Os que podem, pois para os que não têm tais possibilidades, que, pelo menos, seus pais, lhes cinjam um afectuoso beijo, trazendo consigo uns belos cachorrinhos, em fotogénica fotografia, que será pendurada na parede, contando dia, atrás de dia.
Jorge Humberto 30/12/08
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