
Contos Astrais
Data 29/12/2008 20:52:23 | Tópico: Contos
| I – O conto da Lua (22-07-1999)
Ao anoitecer O Sol se põe E a Lua nasce.
Vezes sem conta Que a História repete. Mas num dia especial No tempo de dragões, Unicórnios, magos e mitos, Surge a Lua gémea Da Lua actual.
As duas Luas eram como irmãs Partilhavam, sonhavam, brincavam, Até que um dia uma delas Quis estar atrás da outra.
Ao inicio era uma brincadeira Mas com o tempo um das manas Começou a perder o brilho. As Luas ficaram assustadas E não se criam perder uma à outra. Chegaram ao ponto de partilhar o brilho Mas não resultou.
Com medo de nunca mais Ver a irmã, Cada Lua juntou-se à outra Criando uma Lua de duas fases: Uma com fase brilhante que se vê A outra com fase escondida Mas nas noites de luar Se tiveres com atenção Verás que as duas Luas Partilham o brilho e a sombra de uma com a outra.
É por isso, E por outros, Que a Lua É o melhor sonho Que se pode sentir.
II – Bluemoon (22-07-1999)
Dizem que a Lua É romântica, mística, Sonhadora, dona da Noite, Mas quando azul se fica O mito é outro Mas com magia, Drama, romance.
Ver uma lua azul É muy raro, Mas saber e sentir A Lua é ainda mais raro.
Dizem os poetas Que a Lua tem saudade de Gaia E por isso, chama tanto a Mãe Que ela lhe dá um pouco do seu Céu, Para a filha ficar mais perto.
Dizem os poetas, Que os feitiços feitos Em Luas azuis, São fortes e poderosos, Mas tão românticos Se for, de poções de amor.
Dizem os poetas Se o amor for declarado Em luar de Bluemoon O amor será eterno.
Mas quem sabe Talvez seja só Um modo de Lua Apresentar, Sonhar, Estar, Perante o infinito do finito ser que vê esta magnífica e esbelta BLUEMOON.
III - A trama (22-07-1999)
Os deuses devem estar loucos Pois estão a competir Para saber quem é a mais bela.
Lua, Vénus, Athens, Manifestaram-se Para disputar esse título.
Pobre mortal que calhau a tarefa Ficou tramado na História.
(Dizem que a poesia não se narra mas “prontos” se narra os contos).
À Athens Deu-lhe o intelecto E a guarda do saber,
À Diana O título foi de Desporto, De romance, de caça,
Mas foi a filha do Mar Que a beleza lhe deu O título.
(Os deuses estão loucos) O mortal poderia ser atlético Ser intelecto Mas ficou como estava Recebendo um amor Que não lhe era correspondido.
Devido a isso, Colocou Vénus Num lugar Ao pé do Mar De antes e após, do Sol Se erguer e pôr.
Dando ainda um poder de amor À Lua como símbolo de gratidão, E a Minerva, o bastão das artes.
Isto tudo interpretado num quadro De um mortal Que ficou tramado Na eleição. Estes contos se encontram no meu blog, decidi passá-los também para aqui, no Luso-Poetas. São três contos em poesia. Vão fazer 10 aninhos, para o próximo ano. Espero que gostem.
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