
[ simplesmente ... ser ]
Data 26/12/2008 20:25:37 | Tópico: Textos
| Tempos difíceis correm no sangue A reverência e a partilha tornam-se escassos O egoísmo e o egocentrismo crescem Uma defesa dos ataques inexistentes do mundo Que rodeia a falta de paz interior
Será que não se pode amar sem negociar Estar sem pedir algo em troca Viver sem pensar no amanha Aproveitar os momentos de verdade Permite-se que os esforços profundos Substituam a superioridade interior Por algo que aparentemente nos completa Mas que afasta da realidade, aos poucos Que com o tempo acaba por perecer Deixando feridas e cicatrizes profundas
Actos ao sabor de uma sociedade Podre e comida por si própria Que não deixa em aberto formas de ser De aprender a ser de viver o que se é Onde coexistem como meras fotocopias De tiragem brutalmente industrial Levando à busca de beleza exterior Não deixando tempo para o interior Cedemos a tudo quanto nos dão
Como se os sentimentos fossem mecânicos Alimentados pela força de uma roldana Presa a um coração revestido de aço Com uma película tão fina Que ao mais simples sopro parte Obrigando a uma fuga descontrolada Um refúgio até repor a fina membrana
O Incondicional é platónico, idealista O Amor vem de profundezas superficiais Não tem como evoluir e crescer na sua essência Preso a raízes e educações exteriores profundas Atado a passados interditos mas sempre presentes Comidos por dores incessantes e ignoradas Sempre na esperança que se esfumem Sem deixar rastos, nem cicatrizes, nem nada
Porque não nos libertarmos De quem nos quiseram fazer Descobrindo quem realmente somos Mas nunca deixando de ser quem queremos?
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