
E JÁ QUE É NATAL
Data 26/12/2008 16:46:16 | Tópico: Poemas -> Sociais
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Triste se torna, comemorar-se algo, com tanta euforia, e, esta, não ficar gravada, na memória das pessoas, para o que falta, de todo um ano inteiro, onde necessidades e carinho, se mantém.
Quem precisa de pedaços, são os coitados, e, que eu saiba, nenhuma pessoa é coitada, sinónimo de indiferença, a quem julga, bastar-lhe um dia, para expiar a vil omissão, de um ano.
Natal não é nem nunca foi, o que se tem, por tradição. Natal é mimo natural, levado pelo dia-a-dia, das pessoas, em cada gesto seu, ante conversas, de amigos, com o melhor de cada um, a sobressair.
O outro natal é apenas exploração, extravagância e vã tentativa, de um estranho perdão, perante as ofensas cometidas, no mal ajuizar dos outros, ao longo do ano, na crença, que, o esbanjamento, tudo resolve.
Mais… acho até uma ofensa, criar-se a noite dos pobres, nesta época, para que, depois, das festividades pagãs, apenas alguns altruístas, tentem compensar, essas pessoas (de volta ao olvido), levando-lhes comida, roupa e amor.
Pára o tempo, por uns raros dias! felizes sejam, em sua inocência, as crianças, os doentes e incapacitados, momentaneamente, acometidos num hospital qualquer. Que essa simples palavra, lhes incuta esperança e uma nova vida.
O resto… o resto, meus amigos, é e será nada!
Jorge Humberto 25/12/08
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