
INSUBSTITUÍVEL PRISÃO
Data 22/12/2008 16:55:23 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| Insisto batendo nas teclas, Que não se cansam de imprimir O mais irracional e insensível Conjunto de arabescos copulantes, Filhos de minha incestuosa sepultura aquosa.
Abano a cauda, Rangendo a dentadura de meia arcada, Para morder o primeiro iconoclasta, Que rir de minha moeda de duas caras.
Onde achar a clareza alegórica, Que brote do ventre de algum espírito cristalino, Que viva comigo a amarga prisão. Ou ao menos um espírito Que tenha anseios e um modo tranqüilo De falar de recônditos sonhos?
Cresce sempre A angustia dos desejos irrespondíveis, O castiço sorriso degenerado, Na imensa solidão da companhia de todos vocês.
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