
Sombra,volúpia e dor
Data 19/12/2008 12:52:45 | Tópico: Poemas -> Góticos
| Amor,pequenos braços mal movem-se na neblina, Indolentes marcam pulsos estigmatizados, Éter consome resquícios de consciência,lembranças de gritos feridos. Provocante encara o sangue entre as pernas abertas Magras e delineadas,saborosas.
Chora sozinha diante do lobo negro,saboreio a paixão, Entre cintilantes desejos,orgarmos místicos, Lágrimas e espasmos ritmados,melódicos, Vestes minúsculas na rua passeiavam cativas da beleza, Pura no níveo templo de ninfa insensata e vulgar, Não permiti que a tomassem.
No calabouço o sonho desmascara a inocência Impondo diademas e estigmas enquanto baila o sátiro, Ergue o véu do pudor,despe-se da moral imaculada. Um lamento entre as longas cordas,firmes e austeras.
Corrimento agridoce cálidamente brota dos desejados lábios menores, Mergulho no estreito prazer encontrando o paraíso sentido, Vaidosos montes perfumados,encantada volúpia, Elixir profano dos estremecimentos no atro firmamento, Contemplando os pecados fluindo na agonia noturna.
Minha lúbrica criança,um pedaço por vez, Serpente que insinua-se no infantil delírio tenebroso, Até que não mais restem vestígios pecaminosos, Outros corpos pedirão ajuda em vão,com súplicas morrendo nos lábios infantis, Saciando o corpo que venero,me apodero das almas Devorando corações e densas carícias libertando a suposta sordidez da sombra que ostento incurável.
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