
Percorridos por caminhos clandestinos
Data 25/04/2007 14:43:10 | Tópico: Poemas -> Amor
| Percorridos por inusitados caminhos clandestinos de seiva, linfa, fogo e chama incandescente, somos agora tal nenúfares transparentes a declinar no sorriso doce d’um desejo subjugado ao crescimento de um mar.
Sem epístolas ou cartas de mareantes.
Num mar onde o verde tempestuoso dos meus olhos ébrios se espelham na avidez dos beijos que ainda não trocámos, se decalcam transpirados, na sede antecipada de novas alvoradas de mimos que comummente acautelamos, dos amores que ainda não nos demos - puros, genuínos, de nós travessos meninos -, os que vigiamos, atentos, em recato, em domos d'altaneiras pedras!
Percorridos na flama da cegueira insana, antecipamos o agrado no ápice naufragado no porão suado dos corpos, quando no azimute se adivinham desejos insondáveis de ousar novas viagens e se calam mudas as palavras e se elevam claridades obliquadas em recatos esporados nos travos de marés bravas.
E as nossas ávidas mãos, as nossas mãos amantes, se colam conluiadas, se tocam concubinas, e juntas percorrem declives de beijos desflraldados em grinaldas de flores e diademas. Coisas simples e pequenas ...
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