
O Culto da Morte
Data 25/04/2007 10:51:35 | Tópico: Poemas
| De que vale chamar a morte Aquela que já está marcada Que serve como suporte, Que já não vale nada Apenas um passaporte Para a vida desejada.
Sem paraíso ou inferno Um fado que é sempre o mesmo, Seja Verão ou Inverno, Fim com que sempre cismo. E esse Deus que é falso terno Num baralho de egoísmo.
Outra missa que se reza, Mão sobre um livro dito sagrado Qual predador sobre sua presa. Ouvir a mentira Do tão esperado, Vela de promessas acesa… Memória lembrada de mais um finado.
O que escrevo não é heresia São as palavras em que penso. Jamais irei a uma eucaristia Enquanto me durar o bom senso, Continuarei sim a escrever poesia Que flui ao queimar incenso.
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