
Meu amor não morrerá
Data 29/11/2008 13:30:13 | Tópico: Poemas -> Góticos
| Há um encanto que floresce a cada visão edênica Onde o teu caminhar acima da bruma em enleio sagrado Desfila a inatingível beleza divinal no seio da natureza, Panteão harmônico e monumento lascivo dominado pelo pulcro esplendor Motivando minha reverência e fiel adoração na busca pela luz que emana de teu fulgurante sorriso, Deusa única que enternece inefável sonho de Poeta e anjo.
Detenho o rigor cadavérico além das fronteiras do Estígio,lívido e impuro, Sem moedas na boca viajarei com a saudade apenas No horizonte que turva-se cinzento o frio roçar dos lábios da Morte, Ganha contornos nítidos no sepulcro que aguarda fadário atro,fatal destino abraçado, Mais sangue escorre da fonte vertical e abissal das escolhas sem retorno.
Ofertando o amor que não decompõe-se em altar junto ao coração o letargo Aprisionando minha consciência obnubilada pelo sereno passeio do espírito, Na espiral que aprofunda-se o brilho roubado dos olhos ainda posso sentir, A dor e a mágoa marcadas pela rejeição que canta nas imagens formando desejos impossíveis.
Meus braços carregarão as cicatrizes de batalhas perdidas e lágrimas Insistentes e vagarosas depudoradas na corrente que oprime o coração, Natimorto opróbrio ainda com derradeiro anelo persistente e intemerato Resistindo a voraz friagem que consome os restos de um corpo delgado,cansado e doente.
Ossos em alto relevo partem-se com pó obscurecendo minutos esvanescidos entre retratos, Na mortuária idolatria desafiando os limites do post-mortem a síncope de um martírio que ressurge a guisa de metástase flébil, Agora,quando as trevas condensadas no múrmurio vago do fim levam confusos pensamentos Teu nome ****** é a última lembrança de um dia feliz, enlutado anjo que parte, O sorriso venerado permanece intocado na noite infindável com o fulgor enluarado de fidelidade e ternura, Testemunha da intensa paixão que moveu os últimos dias de toda vaga existência.
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