
AMOR, A MORTE
Data 24/04/2007 12:51:32 | Tópico: Poemas
| AMOR A MORTE
Águas de enxurradas do amor, quem se arrisca, A segurar garrancho e se assentar em lodo, Rio sem futuro, que depois da chuva, a vista, Não terá mais rumo, o que se ver de novo.
Bate o vento trazendo a chuva que tudo traz, Uma esperança, o amor, lembrança de se agarrar, Uma vontade espessa, algo que nos faz, Pensar eterno, desejar os restos que se assentarem.
Águas corredias, no sentido contrário, O amor nos conduzindo pra de novo se largar, E tomar o leito revertendo, o horário, Quando mergulhamos loucos por lhe abraçar.
Uma cuspideira, sujeira do mar, O amor assim, invariavelmente audaz, Já perdido o fôlego, a visão, o ar, Dá-nos sua boca como um salva vida, só isso faz.
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