
(de)canto
Data 25/11/2008 11:00:36 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
| (de)canto-te em lágrimas albumes de saudades (embrionário alimento) futuros ausentes nas metáforas com que palmilho o verbo embriagada em quartetos de cordas, antíteses de membros, de labiais afectos, siderotecnias laborais de braços e de pernas, de corpos afixos ao silêncio das madrugadas.
(de)canto-me solitária, enrodilhada em macros desactivadas - ligações que não consinto e são-no, entre o hoje o ontem e o amanhã das horas prematuramente retalhadas.
vindimo-me. um quase nada, dependuro-me em teu ombro morosa e ternamente. conduzo-te as mãos, guio-te ao epicentro da lava onde, sem pudor, sem medo, planas capitais instintos…
… uma tela imperfeita, um decalque de tintas nos tons cogentes de um sol, de um sal, salsugem espessada na maleabilidade de asas. envergadura d’asas territoriais no cio das sombras e das águas… -u(i)vas em bagos em lábios e cálices esvaídos do canto (em)canto que se não extingue em pipas rotas.
soltas o branco da paz em copo roto mago mago que me amas na alma se és parte inveterada de meu corpo.
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