
TÃO NATURAL QUANTO ISTO
Data 23/04/2007 20:58:23 | Tópico: Sonetos
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No que julgues de teu não julgues no outro; Não cobices nem te envaideças por qualquer Coisa; sê natural com todos e aqueloutro; E se houver quem te odeie, não requer sequer
Que ao ódio te juntes. Não digas que é teu, Só porque o alcançaste, como não digas que deste, Só porque o fizeste; e, assim, em ti, nasceu, Aquilo que na Terra a ti próprio te propuseste.
Nasce a manhã, põe-se o dia, tão natural quanto Isto; assim tu, com os teus actos, te darás A conhecer. Acabe-se aqui e agora o pranto,
De tudo o que por fazer ficou; e, assim, cala, Sem saudosismos nem olhares para trás; E se és capaz de tudo isto, que seja tua a fala.
Jorge Humberto 23/04/07
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