
Lilith
Data 24/11/2008 12:41:50 | Tópico: Poemas -> Góticos
| Há um sonho aguardando o vesperal anelo, Crespúsculo que assoma as formas da ninfa solitária, Ovante sereno e único do paraíso particular dos Deuses infernais, Impoluta volúpia abissal da jóia de Satan.
Ídolo acima das nuvens em tons de cinza claro,já o ocaso solar, Cortando a neblina o jardim estende-se na montanha Despida a pele alva mal ressente-se do tépido outono, Os seios permanecem firmes para saciar o decadente irmão de Semyaz.
Delicados pés de coruja na rocha mámorea imemorial, Nos contornos a silhueta esguia venerada,meretriz vampira, Ruivos cabelos no pulcro monte macio e úmido, lirial,róseo e sacro, Permite a noturna Rainha uma penitência reverente e sanguínea.
Insignes lábios formosos e generosos, Escorre a seiva dos abismos ocultos,néctar vaginal Vênus tocada com gentileza retribui o carinho placidamente, Os portais no caminho do paraíso abrem-se,yoni perfumado Conduzindo minha lança guiando o ímpeto ardente.
Há uma língua negra pendente que passeia despudorada em minha boca e junto a virilha, Onde toda vida que detenho é sorvida com deleite Mil sensações de Umbral próximo acariciam-me, Ela consome toda energia e meus fluidos persistem feito um rio a correr Onde o derradeiro delírio abençoa a Morte no sacrifício em honra a Lilith Única e divinal senhora da luxúria abissal,ave da noite,matriarca da devassidão em atro e sensual luar.
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