
CIRANDA ECOLOGIA...PARTICIPE
Data 21/11/2008 13:14:52 | Tópico: Poemas -> Sociais
| OLÁ AMIGOS! Nosso Planeta tem sofrido todo tipo e ação pelo homem. Não é exagero dizer que nosso planeta está doente. Desmatamento, efeito estufa, aquecimento global, caça e pesca predatórias, degradação do meio ambiente, exploração desordenada dos recursos naturais. A INCAPAZ, seguindo o curso de suas propostas , vem convidar a todos a darem as mãos nesta ciranda em defesa do planeta em que vivemos, de sua fauna, sua flora, dos recursos hídricos e do próprio ser humano, predador de si mesmo. Abrimos propositalmente o leque para que cada um fale de suas preocupações com nosso planeta. Enviem seus textos, verso ou prosa, diretamente para: anjo.loyro@gmail.com Como já sabem TODOS são bem vindos a esta ciranda a ciranda será hospedada no nosso site: http://incapaz.mywebcommunity.org/ Participantes até o momento 1- Jorge Linhaça; 2- Luiza Porto; 3- Margareth Pelicano; 4- Margareth Pelicano; 5- Mario Osny Rosa;6- Augusto Donozetti; 7- Maria Luiza Bonini; 8- Luana Buzim; 9- Yasutomo Susuki;10-Agostinho Viana; 11- Pamela Viana; 12- Ademir Ribeiro da Silva13- Osmar Dias Silveira; 14-IsaMachado;15- Marques Branquinho JR; 16- Marise Ribeiro; 17- Nidia Vargas; 18- Ligia Antunes Leivas ; 19- Rosenna; 20- Branca Fagundes de Lima; 21- Valéria Nascimento *****
1 NOSSO PLANETA Jorge Linhaça Que coisa feia menino! Que coisa feia menina! Você aí assistindo Ao planeta poluindo Sem fazer nem uma rima. É tanto lixo no mar Tanta mata devastada Tanta impureza no ar Tanta gente a se calar Fingindo que não vê nada. Tanta fauna e tanta flora Perecendo nas queimadas Nos casacos das senhoras ( Um tal de mata e esfola) A pele da bicharada . E nossa casa, coitada, Desmorona a cada dia Em cada rua asfaltada impermeabilizada Mais um problema se cria Aquecimento global? O que mais você queria? O homem irracional Buscando o vil metal Mata a terra todo dia. Que se dane o futuro! Até lá eu já morri! Fala assim o queixo duro (Em seu egoísmo puro) E das desgraças sorri. Tem gente até trabalhando Com garra e seriedade Mas tem gente só usando A faixa e aproveitando Pra ter popularidade. Cada um é responsável Por fazer o seu quinhão Tornar o mundo agradável E ao menos habitável Pra próxima geração Não desmate, não agrida A natureza num todo Respeite as formas de vida E à água tão querida não transforme em sujo lodo. Vem conosco nesta luta Vamos juntos dar as mãos Já chega de tolas disputas Pois quem as forças ajunta Sinergiza a união. Façamos uma corrente Cada qual do seu jeitinho Uma corrente pra frente pois unidos certamente podemos mais que sozinhos. ***** 2 LAMENTO DA ARVORE Luiza Porto Escutem meu lamento. Estou morrendo... Cala a voz e a alma, difícil suportar as dores da revolta.
Nem flores e frutos carrego mais... Seca e só, onde antes uma floresta verde e exuberante se apresentava.
Queimaram todas...Em vida. triste sina, a fauna fugiu ou foi queimada junto...Comigo.
O trinar dos pássaros, rugidos. Não escuto mais o som da vida a minha volta. O único som agora, são as moto-serras fazendo a limpeza final.
Onde irá parar a maldade dos homens. Continuarei de pé sou guerreira, força, altaneira até tombar em um ultimo suspiro. *** 3 BEM AVENTURADOS OS SIMPLES Margaret Pelicano Sapateiam os pingüins para esquecer a fome, alteraram sua cadeia alimentar! Predador, o terrível homem, faz aos animais chorar! Matam os gorilas nas selvas africanas: mais fácil destruir o lar exterminar os seres e depois...a selva incendiar! O facão aos orangantangos consome! Os gritos ainda se ouvem pelo ar! Planta-se dendê, depois da mata queimada, As árvores nativas são dizimadas! África, Ázia, Amazônia... A peste da ganância a tudo consome! O planeta urra com sua pele arrancada! Choram os sobreviventes no meio do nada... Os transgênicos modificam o DNA uns dizem: a fome vai acabar! Outros morrem pela alergia que a mudança há de causar... E assim, dando uma de semideus o homem vai se impondo, cada vez mais ateu, desolando, desertificando...maldade! Assolam o planeta de crueldade! Triste e inglória verdade! Enquanto houver um ser vivente o ser mais consciente destruirá de forma inconsequente! Bem aventurados os simples, os de bom e macio coração, que não almejam riquezas vãs e que tem corpo e alma sã! Brasília - 03/11/2008 ***** 4 PRECE DA VIDA Margaret Pelicano Façamos nossa parte, sempre! Se for doloroso passado, vamos corrigi-lo! Se for presente, partamos para a ação benévola! Se for futuro, planejar é um bem! Ao fazer nossas caminhadas aproveitemos o tempo: recolher o que está poluindo o meio ambiente refrigera o olhar, a existência engrena! O Planeta agradece e consente! Economisemos papel: menos celulose, mais árvores nativas, mais variedades, mais belezas, mais pássaros, mais cânticos, mais vida!... Economizemos energia: menos rios desviados,mais peixes, mais piracema, mais saúde! Assim, a vida não gangrena! Economizemos água! Ela é vida abundante! É o Direito de viver de todos os seres criados, nos lugares ajustados pelo Pai! A água é viva, vamos protegê-la! O ar é vivo, vamos mantê-lo puro! As matas são vivas, defendamo-las! Os animais são sensíveis, amemo-los! Respeitar todas as coisas dos céus e da terra -eis o objetivo final! Manter tudo limpo e organizado é o mundo ideal! Façamos nossa parte sempre! O planeta agradece e consente! Não esperemos o outro fazer! Qualquer que seja a tarefa, trabalhemos! Brasília - 07/11/2008 **** 5
COMO MATAR A ECOLOGIA
Mário Osny Rosa
Este belo planeta
Por muitos é odiado.
Que segura esta peta
É muito maltratado.
Lá com os seus desertos
Logo outros vem vindos.
Pois isto já é certo
Nem seriam já benvindos..
Só pensam no momento
Tudo sendo logo a desvastar.
Este grande lamento
No futuro o que vai restar.
A ganância do poder
O que vai mesmo sobrar.
Para depois oferecer
O povo um dia sonhar.
Com esta pobre mentalidade
Só pensando na riqueza.
Nesta louca sociedade
Que já mata a pobreza.
São José/SC, 3 de novembro de 2008.
www.mario.poetasadvogados.com.br
www.poetasadvogados.com.br
6
A casa padecia analfabeta interrompida numa doença imperceptível sangrenta no pó da grave cegueira à sombra das nuances descoradas de mortas estrelas.
Augusto Donizete
7
Meu nome é Poluição
Uso da água potável
para lavar o chão
A água não é descartável
Não venha agora com essa história, não!
Uso a floresta para plantar
são árvores de eucalípto
e não vou reflorestar
Não venha agora com esta de atrapalhar
Uso a energia elétrica
como melhor me provem
Sou muito eclética
Uso e abuso, a eletricitade me convem
Lanço os detritos nos rios
Eles que tomem seu curso
Não sinto, por fazer isso, nenhum brio
Foi isso que aprendi em meu percurso
Aos animais infernais
Prendo, mato ou ainda, vendo
Tenho lucros fenomenais
Parar pra que? não entendo ...
Trabalho muito, devastando
mato o que não me interessa
Não ouço os que ficam lamentando
Para enriquecer, eu tenho pressa
Fui batisada com um nome estranho
Tenho dele orgulho, pois vivo da ambição
É um nome desprezível , por tacanho
Sou daninha, filha da Profanação
Meu nome é Poluição
Maria Luiza Bonini
8
Árvores são derrubadas, florestas inteiras queimadas a negra fumaça sobe...e cheira! odor de futuro sem eira nem beira!
Luana Buzin
9
Olá! Você não vai estender sua mão para mim? Eu sou tudo aquilo que você pode ou não ver. Sou o ar que você respira, o alimento que sustenta A essência que te nutre desde o seu nascimento.
Eu nunca te pedi nada, sou uma amiga silenciosa formamos um todo, você é unha e eu sou a carne você nunca está solitário, sou o sol e a sombra a escuridão da noite ou o vento que toca sua face.
Por mais que você queira me cegar, eu ainda te vejo a queimar nossos jardins, a secar as águas dos rios a matar nossos filhos com fome e sede...doentes e como ladrão sorrateiro levando o meu coração.
Você não vai estender sua mão para mim? Sou a semente que lentamente no chão vai secando sou a luz que te ilumina mas que está se apagando na tristeza de ver você junto de mim, morrendo também.
Yasutomo Suzuki
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Nas esquinas doentes da mente as palavras conspiram e assaltam saem para fora, pelas nossas mãos para o mundo numa cruel destruição. É preciso que algo aconteça na plenitude do nosso próprio eu é necessário que ainda se convença da estupidez a que nos acometemos. Coisas que todos nós compreendemos por mais bossais que sejam os pensamentos mas nos deixamos espelhar na mediocridade que a este planeta extraordinário, condena. Agita, agita uma bandeira qualquer não importa quantas partículas alheias importa sim que átomos se condensem para que toda a poeira se choque e valha a pena. Agostinho Viana
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O Eco do Fim Pamela Viana
Dentro e fora , apenas sombras cinzentas deixo o palco desbotado e rumo a outro em busca de algo mais útil, algo novo e o meu rosto se volta para o chão. O tempo não pára, os ponteiros giram as mudanças não são mantidas, tudo se transforma nada é nulo, ou é bem ou mal.. Não espere, o fim dos tempos está próximo dia após dia, noites se passaram foram apenas noites pelo destino marcadas, Nada se salva, nada se grava no coração os espíritos se perdem choram ao relento solitários na luxúria, na estrada poeirenta Caminhos solitários onde todos caminham e ninguém se vê. As dores dominam os corações enferrujados, ninguém tem piedade de ninguém, é ira sobre ira guerra contra o grão. Os sons que rasgam é da lágrima derramada é da ferida! honras? Os dirigentes seguem não há nada em suas essências, carregam nos dois lados da navalha a mentira, a hipocrisia E o eco do Éden vai morrendo... ad infinitum ad nauseam... decepado moribundo
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Sem norte A morte lenta se insinua o rumor calado das aves sem nenhum ninho sem árvores Mãos que um dia foram afago endurecidas na profundidade no leito seco de um rio já desabitado sequer uma estrela naquela outrora constelação nem cachoeiras ou albatrozes nada na boca do homem apenas a fome a miséria contraindo-se o corpo no flagelo no silêncio na falta de luz na inexistência. Ademir Ribeiro da Silva 13
Planeta Dor Osmar Dias Silveira Na infinitude do universo os recursos se tornam escassos florestas são queimadas sobre solos em humana erosão poços estão secando sob a poeira soprada no ar poluído.
Árvores, brutalmente arrancadas minérios empobrecidos enquanto rios recebem tudo aquilo que do homem é excretado. A terra está submergindo... os mares estão subindo! Em breve seremos, um planeta espoliado. 14 O Futuro IsaMachado O que o futuro nos reserva? Campos minados e carros de guerra terras improdutivas e desertas belezas naturais totalmente destruídas Talvez as crianças não apreciem o esplendor de um pôr-de-sol no final de mais um dia. Talvez elas nunca saibam o que é caminhar por uma floresta e sentir o perfume que exalava dela. Eu sei que hoje eu ainda posso agir para modificar alguma coisa mas se eu continuar inerte quando o hoje se tornar ontem verei apenas um vazio poço. 15 Quem Sabe? Marques Branquinho Jr.
Pode ser que a chuva desmaie em algum lugar e o vento abrande com outra suavidade o lagar pode ser que o caminho por um momento reverdeça pode ser... que o destino tracejado se reverta.
Quiçá amanhã a história relate outro luar quando a noite entrelaçada com o azul do mar traga à praia sobreviventes incontáveis e passeiem sobre as ondas tesouros inestimáveis.
Talvez, quem sabe no barulho das águas do rio o bebericar dos animais se confunda com o anil e o silêncio abrace o sol, abençoando um novo dia Quem sabe? Depende de nós que se perpetue a vida. 16 Água – Preservar é Preciso
Marise Ribeiro
Queremos em coro gritar por socorro,
Acordar a humanidade indiferente,
Usar a nossa força através da poesia,
Num clamor sério e inteligente.
Maior riqueza existente na natureza,
A água é fonte de vida e de energia.
O homem com a degradação do ambiente,
Transformará a Terra num deserto sem valia.
A propagação de elementos químicos na atmosfera
Que provoca a chamada chuva ácida e o estio,
O lixo não biodegradável que a poluição acelera
E o assoreamento irresponsável de lagos e rios...
São atitudes como estas que devemos evitar
Com campanhas educativas e boa legislação,
Punindo severamente aquele que deteriorar
O maior patrimônio mineral da civilização.
Se Deus na sua infinita sabedoria
Fez-nos em proporção de água igual à da Terra,
Com a desertificação que ocorre em demasia,
O ciclo da vida neste Mundo um dia ainda se encerra.
www.mariseribeiro.com
17 A PEQUENINA ÁRVORE! Nídia Vargas Potsch Pequenina, retorcida, como mágoas da vida, ou retrato da salidão, talvez ainda rebento, aguardando o florescer ... É humilde, sim, com sombra pouca, ainda sem flores ou frutos maduros mas que conforta e agasalha a aridez dos caminhos ... E como os designios de Deus, veio para nos ensinar Amor, para retratar a consciência do Universo Solidário, da Não Devastação, principalmente do resultado da Poluição, para nos proteger da dor, do desamor e afirmar pra Vida do que é capaz ... Pequenino ser prêmio maior da mãe Natureza a nos trazer luz e paz ... *** 18 Tão simples... tão cruel! Todos os dias ele aperecia. Não sei bem se era o mesmo. Não sabia fazer essa identificação. Ele me encantava! Quando ele chegava e parava ali um pouquinho, me parecia que o mundo parava para se feliz! E eu, feliz com ele! Tantas foram as vezes, que até me habituei a esperá-lo. Tínhamos encontro marcado! Será que ele também me conhecia? Assim foi por muito tempo. Houve um dia em que ele demorou a chegar. Estranhei. Achei que ele não viria mais. Mas procurei me desligar do fato. Segui minhas atividades diárias. Fui para o trabalho. Quando voltei para casa, já um tanto cansada, entrei rapidamente no jardim e senti que havia pisado em alguma coisa... era ele... o passarinho... tinha um chiclete atravessado na goela. Talvez alguém menos avisado, menos informado, atirara aquela 'borracha' em algum lugar onde meu companheirinho pôde chegar... e terminou. Sua vida parou ali. Triste... sei que é triste... mas quantos passarinhos estão desparecendo em conseqüência desse descuido: um simples chiclete jogado em qualquer lugar... Salvemos os pássaros!!! Por Deus, salvemo-los!!!! Não atire o chiclete sem antes enrolá-lo em algum papel, para só depois, então, jogá-lo no lixo. A NATUREZA AGRADECE ! ! ! A HUMANIDADE TAMBÉM ! ! ! Lígia Antunes Leivas Pelotas, RS 19 TERRA Rosenna
Mãe natureza...que pródiga pariste dirigida pela mão de Deus... como boa mãe a este planeta chamado Terra lhe diste... Filhos de diferentes espécies, Flora e Fauna... hoje indefesos...que da pouco se foram transformando em... árvores devastadas, mutiladas... animais perseguidos... extinguidos. Água e ar, contaminados, por mãos... humanas? Filhos de outra espécie, cortando... matando... contaminando... povoando esta terra de ambição e poder... esse mesmo que depreda semeando miséria, destruição e dor. Terra que hoje mostras tuas chagas em terra hirta.. e em águas que alguma vez foram claras, hoje pedes a gritos... TOMEM CONSCIÊNCIA!!..
Rosenna Buenos Aires-Argentina www.rosenna.com
20 RAÇA EXTINTA Branca Fagundes de Lima Dez milhões de espécies no planeta um quarto deles ameaçados de extinção quando todo dia, no mundo inteiro desaparecem os seres na total destruição. Atividades desenfreadas ameaçam o ecossistema traficantes unidos ao rico mercado modernista vendem ossos, pele, carne e olhos de animais sem respeitar a natureza, numa louca ambição. Ao longo dos anos o ser humano acelera o passo e se torna dentre todos, o principal agente culpado fazendo mau uso do que a natureza lhe oferece gerando a extinção da sua própria espécie. 21 A torneira aberta Valéria Nascimento Há uma torneira bem lá, que vaza a água escorre e se perde na terra cada gota é uma gota que na conta que realmente importa, se subtrai. A água desce pelo ralo rapidamente enquanto o espelho reflete os dentes a água em abundância corre aos pés e o sabão desliza pelo corpo suavemente. Quanto custa fechar um pouco a torneira? Basta pensar em toda a água perdida aquela água fresca que está na garrafa quando o restante que sobra, se joga fora.
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