
INVERNO DE MINHA ALMA
Data 22/04/2007 20:10:52 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| “A morte, esse inverno...” (SHAKESPEARE, William, A famosa história da vida do Rei Henrique VIII, 1612-1613)
INVERNO DE MINHA ALMA (Davys Sousa)
Em mórbida e vasta solidão se esconde um homem Em sonhos vãos e perdidos, e tu, fantasma cruel, lamentaste Nas lamúrias da frágil carne e alma, carregaste O fardo prepotente de tua existência?
Eis, truculento e cruento, o relâmpago tenebroso de minh’ alma Que se espalha por toda contingência calma De meu espírito. Sofro, assim, até o fundo de minh’ alma. Ó Celebre Anjo, extraíste das sombras O lampejo da noite, e dele, mostraste os fantasmas Que no âmago de minha lembrança, deixei.
Tu, agora, fizeste parte de minha designação, Sangraste com meu sangue, Suscitaste a minha expiação, Roubaste toda a minha vida.
Regeste, implacavelmente, o inverno DE MINHA ALMA. E me envolveste nas sombras eternas Ao teu abraço e asas ermas, E aqueceste-me o cerne de uma lágrima.
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