
“Baldei-me a hoje”
Data 07/11/2008 23:35:06 | Tópico: Poemas -> Fantasia
| Hoje, outro dia, baldei-me à escola. À escola que ando. Ando á vida ! Mas que raio, se a vida, não é uma esmola, Porque me cola, a cidade, a mão estendida ?
Como estendida, ficou-me esquecida, a sorte. A sorte de me tornar... Quem ? Nem sei. Só sei, que vou a caminho da morte. Mas sem norte, à sorte, quem me serei ?
Já sei, serei, a cada dia mais louco Que louco de todo, ao menos, tenho desculpa. Para a culpa, que tenho, de ser tão pouco Na consciência, roto, um recibo de multa.
Multa, onde me envelheço, a não pagar. E a não pagar, nunca mais esqueço, nem liquido. A vida, é como um líquido, de embebedar. Faz-nos tropeçar, se demais bebido !
E “b” em’bebido, em mim, de “in” culta poesia, Poesia da minha : – sem norma sem lei ! – Fora-da-lei, me entorno, no dia-a-dia Mas à noite no meu trono, “entornado“. Rei.
Rei, das palavras, das noites de atino E se nada exprimo, começo a doer ! Mas o pior, é que quando termino, Que desatino, era para mais, parecer.
Urbano da Vila
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