
Lisboa
Data 27/10/2008 19:40:35 | Tópico: Poemas -> Saudade
| Vou por Alfama e desço à Mouraria... Já não oiço os pregões tão pouco o ardina, que por ali passava, de corrida ao Rossio. Do Castelo olho o Tejo, mas não busco traineiras, que traziam a sardinha... carapau e faneca. Já morreu o engraxador, a varina e o fadista, que cantavam os pregões, desta Lisboa que foi. Desço o Chiado, sem meninas das flores, que vendiam violetas aos amados lisboetas. Já se foram as tipóias, os aguadeiros e figos. fugiram os guarda-nocturnos e lavadeiras também. Ficam um outrora de saudades, duma Lisboa castiça onde os meninos brincavam ao arco e ao balão. Ficam lembranças dum tempo, que o tempo apagou nas vielas e nos becos, a história desta Lisboa.
Eduarda
|
|