
ODE AOS POETAS MALDITOS
Data 16/04/2007 13:55:34 | Tópico: Poemas -> Góticos
| Vinde, Poeta necrotérico sob a influência Misantropa, deletéria da vida e da morte Na dicotomia das inorgâncias ciências Da dor e dos abismos da alma cujo forte Chamado a amiga antiga transmite fluências As artes necromantes de Mefistófeles.
Oh, Poeta deserdado no Templo de Bacó, Flor do vale da sombra na legião de Anjos Caídos. Príncipe Maldito! Vá a câmara do Faraó E suscite vossas palavras ao presente Da angústia e da dor. Eis, tua face Cujos vermes a, então, corroem em alusão Às verdadeiras ilusões de um homem.
Vide, Poeta Misantropo das artes secretas, As verdades íntimas do Dragão da Castidade E o verme deletério e itinerário da Irmandade Operando nas tarefas dos iconoclastas, A ciência Negra como Érebo.
Vá, Poeta Maldito com suas pragas Contaminando seus rios e tão mórbido Veneno de que a alma se enche. Vá, Cavaleiro da Meia-Noite sob os sóis dos herméticos E com a euforia de Mil Serpentes. E vá aos calabouços da alma revelar as sementes.
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