
PASSO PÁLIDO E TRISTE
Data 14/04/2007 19:17:08 | Tópico: Sonetos
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Não há nada neste mundo que me queira, Passo pálido e triste pelas pessoas, na rua, Vou caminhando sozinho de tez sobranceira, Minha alma é insignificante e subtilmente nua.
Quem dera, ser os jardins a florescer aqui, Deixar o pobre coitado e mais as suas mágoas, Talvez encontrasse o devido e esperado fim, Junto ao mar e às suas desenhadas fráguas.
Ah, quem me dera, não ser tão triste assim, Buscar o amor com o que houvesse, E trazê-lo em ombro amigo para junto de mim.
Nasci para ser só, meu destino está traçado, E mesmo que eu enfim o quisesse, Não passaria de um eterno desgraçado.
Jorge Humberto 14/04/07
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