
Vivendo...
Data 20/10/2008 19:46:37 | Tópico: Poemas
| Escrevo Para libertar a energia, Que é demais para este corpo Pequeno e imperfeito Que tem medo de explodir.
Sangro Nas palavras que escrevo, As feridas que sarei E também as outras Que ainda não sei Mas que também tenho.
Morro Nos amores que invento Que foram meus e teus Reais como a chuva que cai Nos pedaços de cristais Que parti E que pisei.
Deambulo Entre versos e rimas Esparsas e diversas Construindo um mundo Que é só meu Porque ninguém Sabe compreender Uma alma errante Que busca tão pouco Como um amor simples E não dilacerante.
Renasço Em cada amanhecer De um poema gasto Em súplicas incompreendidas De esperanças moribundas Que por serem (des)complicadas São logo condenadas à nascença Pelas tradições mortas De tão enraizadas.
Sobrevivo Na praia da minha alma Agarrada à minha bóia de valores Que centenas de ondas Quiseram destruir (e moldar!) À sua imagem de soneto prisioneiro Em cânticos líricos e eternos De mentiras creditadas Como unas e verdadeiras.
Vivo Na dualidade do existir Com a Poesia Com o pão e a fantasia Como alimento real De um coração aberto Ao Amor Universal Que muitos quiseram fechar Engolindo a própria chave (como se ela fora eu) Enterrando-a junto Com champanhe e caviar Em mármore italiano, Enquanto eu, Eu só queria amar Na areia beijada Pelo Grande Senhor Mar.
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