
SURREAL II
Data 20/10/2008 15:46:17 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
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E o tempo passa irremediável, sem tempo para o tempo. Vai na vanguarda dos dias, que passam, deixando-nos, quase sempre, a meio caminho, de nossas realizações mais prementes.
É um relógio absurdo e sem condescendência, preconizando um velho puzzle verosímil, um constante engano supérfluo, onde o pensamento nada garante, senão a frustração do irrealizável.
Apressadas as pessoas, nem se dão conta, do quanto é insustentável, viver-se assim, presas ao algoz das responsabilidades, que não lhes reserva descanso nem o melhor dos discernimentos, ante a mudança da temperança.
Esquinas com seus degraus, cheios de verdete, acabam por ser o caminho mais directo, para acolher a frustração, que não sofreu luta, em contra ponto, com a arrogância do monstro, que nos testa a toda a hora.
Resta lutar incansavelmente e jogar tudo, para trás das costas! Chamar Dionísio e Baco e aprendermos a divertirmo-nos mais, sem lobos nem bruxas inconsoláveis, num enredo frustrante, de superstições e preconceitos, tornando-nos muito mais frágeis, para a nossa vida.
Jorge Humberto 19/10/08
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