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Data 20/10/2008 00:48:05 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| Em luzes desprovidos de saudades, surgem caminhos reflexos de um estar cansado, sem motivo aparente em si. Neste tempo, com olhos de infância, escolho o ritmo dos meus passo e fecho os olhos a cantar. Tenho lágrimas de esperanças partidas,mastros em dias de tempestade. Mergulho na vã tentativa de seguir um rumo que não o meu, objecto passado em mim. Distraio-me nas ondas, que languidamente batem em meus pés, e destruo o castelo de areia montado no meu quarto. Sem endereço ou adereço, visto-me de liberdade e de sensações absurdas...e a minha pena é maior que todas as razões, decadente, que nunca quer partir. Em ideias velozes e sombrias crio um corpo, despojado de artifícios, com boca no Universo e vertigens no olhar...de ter falhado o sonho que nunca sonhei.
Eduarda
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