
Perdido na Tumba
Data 13/10/2008 19:42:45 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
| <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JgiGrXpOhYg& ... t;</param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/JgiGrXpOhYg&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> Perdido na tumba espero a noite, à lua Só, triste, percorro o manto que me cobre Atirado à terra esperando uma lágrima tua Aqui jáz um alguém sem nome, vazio, pobre
Percorrendo as arestas deste caixão Vou sentindo, sem sentido o desterro deste lugar Atirado para a cova sem amor nem paixão Tirando-me a esperança de um dia poder amar
Espreito as árvores despidas sem vida Mergulhadas na sombra estão a morrer Como eu, estão de viagem de partida Para a terra que as viu nascer e crescer
O mundo largou-me neste abismo cinzento Sem dó nem piedade, esqueceu-se de mim Deixando-me a deriva com o meu pranto Esquecem-se que este também será o seu fim
Agora a vida escapa-se pelos meus dedos Sem poder gritar, pois a voz perdi Estou gélido, frio, cheio de medos Aqui não se vive, não se chora, nem ri
Com a companhia dos corvos e coruja Espero eternamente até que algo me chame Alguém que venha ou que derrepente surja Alguém que por fim venha, alguém que me ame
Enquanto isso tarda e não acontece Vou -me lembrando do que era viver Pois enquanto ninguém aparece Não morri, estou pior, estou a morrer.
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