
… rumo ao Desconhecido
Data 11/10/2008 21:11:18 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Julgo estar certo quando me engano, Quando penso conhecer os outros, Quando vejo reflectida a imagem, O espelho líquido em que me revejo.
Somos imprevisíveis, sei-o tão bem, Sentindo a deriva no mar da sorte, Ou mudados de rumo pelo leme, A tábua empurrada até à morte.
Sou imprevisível, sei-o também, Quando aparento ser e não sou, sei-o, Que não sou eu, que perdi o BI, Que sou o que gosto… e o que odeio.
Imperfeitos também somos, é claro! Nem se espera outra coisa de cópias. De cópias de cópias até aos originais, Cópias e mais cópias, fazendo a ponte.
A Ligação no tempo aos habitantes do Eden, Paraíso cruel, povoado de feras e bestas. Tanta reprodução gerou, de lá para cá, Imperfeitas, imprecisas, … cópias, … nada mais!
Que somos então, senão reprodução? Ansiamos Deus perpétuo e esquecemos Ser simples Homens, destinados a rumo Desconhecido, recalcado a giz, ... à mão livre!
Garrido Carvalho
Outubro ‘08
|
|