
A Primavera da despedida
Data 10/10/2008 22:14:31 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
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Caem as folhas, despem-me a alma, fico triste, fico só Meu tronco retrocido agonia num lamento puro e insano Peço ao vento que tenha piedade, que tenha dó Eis minha impureza, eis o odor a fel que emano
Meus ramos entrançados dançam as despedidas Sentem a partida dos doces momentos desta quimera Ficaram sós, sem suas ninfas, as suas folhas caídas Perdem a noção do tempo, onde o tempo a morte gera
Minhas raízes vão morrendo, sem água definham Secas e moribundas apelam ao tronco por seiva pura Com silêncio e como num fuzilamento se alinham Esperando o tiro o aperto macabro da pedra dura
E morrem...
O tempo passa... os dias vêm... ...e então...
Renasce a esperança de uma nova era de uma nova vida Brotam dos meus ramos pequenos beijos verdes, rebentos A força da vida chega, vem então minha alma querida Possui o meu tronco, meus ramos por calor estão sedentos
Hó! Folhas, musas dos meus sonhos do meu encanto Dancem, cantem a uma nova ordem, a uma nova vida Beijem, abracem, transmitam a alegria, deixem o pranto Proclamem esta Primavera, a morte está de partida.
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