
Ruínas de mim mesmo
Data 10/04/2007 14:10:00 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| Thanatos, descendente da noite e trevas Golpeia em meu peito o desolar Sombrio neste lasso coração a palpitar Na fugidia passagem da vida, Diviso sonhar no feto negro de meu cantar, Inebriante ser infindo que se refugia de mim mesmo. E traga-me ao sono eterno de Hipnos.
Oh, meu ser arfante negligencia a si mesmo Num silencioso anoitecer às ermas sendas De meus truculentos pensamentos no absinto Desta intoxicação d’ alma, e desce nela toda hirta Irrisão quando ao vibrar de sua batida, Mergulha-me nas brumas sepulcrais de meu combalir.
Quero no Jardim das Árvores Sala Gêmeas viver Levado pelo meu nirvana aos Bosques de Letes (esqueço-me!) Sombras e fogos que suscitam fantasmas presentes, E ecoa-se o alvitre no sono ao seu retorno.
Quimeras que ressurgem nas cinzas do eterno, As sombras que se consomem nos templos de meus desejos. E o Verme-Deus corrói estes templos incomensuráveis Para a gênese de outra vida que se acende Audi! As sombras se deleitam sob o dilúvio Rosis delectant. E nesta fúria, o pranto, se sente, Consome-se e opõe-me a sua natureza abstrata.
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