A meio mastro

Data 01/10/2008 00:23:37 | Tópico: Poemas

Nós nos dedos das palavras
e o dia cala-se,
por ventos rudes desfeito.

(que foi feito do perigo que
nasceu dos nossos medos?)

Sobe-me à cabeça uma escada
onde, passo a passo,
reconstruo o nosso fim.

Dormirão comigo
as ilusões que matamos
- as que nos mataram,
ao pé do teu travesseiro.

Encravada em mim a noite,
mãe da insônia das estrelas
e tu, mutilado de saudades,
a meio mastro
me esquecerás.



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