
Tempestades do Silêncio
Data 23/09/2008 17:29:10 | Tópico: Poemas -> Góticos
| <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w9zaejcq-n8& ... t;</param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/w9zaejcq-n8&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object> Foge o tempo na bruma na dor O albatroz voa para além mar Vida esquecida sem ódios nem rancor Dos dedos crescem penas para voar
Passou tanto tempo sem eu me ver Perdido num redemoinho de agonias Perdido e solto sem em mim me crer Passou tanto tempo óh tantos dias
Rendido aos negros nevoeiros do olhar Cego e surdo neste mar que é imenso Esqueci-me da alegria do rir do chorar Estou na borda, do precipício me lanço
Tempestades surdas, o silêncio corre Numa terra estranha sem frio nem calor Onde não nasce nem se vive nem morre Onde não existe o ódio nem o amor
À borda da salvação flutuo na bruma Sentindo o passar triste dos palhaços mudos Sentindo o navegar dos barcos afundados Tocando no meu espírito com dedos surdos
As lágrimas correm secas sem se perder Deixando os olhos abertos sem ouvir Percorrendo o rosto inerte ao apodrecer Onde o silêncio jaz e onde a alma se faz sentir
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